DOCUMENTÁRIO "O SÉCULO DO EGO" : CARTOGRAFIAS DA MENTE DE UM SUJEITO FRACTAL


Documentário “O Século do Ego”: cartografias da mente de um sujeito fractal


 segunda-feira, março 07, 2011 por Wilson Roberto Vieira Ferreira


Documentário da BBC "The Century of the Self" (2002) descreve a irônica jornada de como a revolução de psicoterapeutas e filósofos nos anos 60 e 70 contra as idéias de Freud sobre o inconsciente (acusadas de terem se tornado instrumentos do mundo do Markenting, Publicidade e Propaganda Política para fins de manipulação) resultou no oposto: o surgimento do sujeito fractal, vulnerável, isolado e, acima de tudo, ganancioso.

Em postagens anterioras (veja links abaixo) viemos desenvolvendo o conceito de cartografia e topografia da mente como uma tendência dentro da agenda tecnognóstica que, a partir da confluência das neurociências, ciências cognitivas, cibernética e Inteligência Artificial, procura fazer um mapeamento do funcionamento do cérebro para desvendar o enigma da mente e da consciência. Em termos práticos, criar modelos simulados do cérebro para sua virtualização, monitoramento e controle para fins mercadológicos e políticos.

Partindo da constatação que o cinema hollywoodiano reflete a agenda tecnocientífica das últimas décadas, em nossos estudos sobre os filmes gnósticos na produção cinematográfica norte-americana recente percebemos uma tendência introspectiva dos protagonistas: narrativas em que se descreve como o protagonista torna-se prisioneiro do seu próprio mundo mental (memórias, traumas, sonhos, projeções, etc.) e como ele realiza um mapeamento desse território onírico para encontrar o caminho de saída de conspirações e tramas.

De filmes como “Vanilla Sky” (talvez o primeiro nessa linha) até o recente “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, vemos estórias com geografias alegóricas de mundos mentais, cartografias da mente coletiva (como a série “O Prisioneiro”, 2009) e elaboradas topografias da mente por meio de sonhos dentro de sonhos ("A Origem", 2010).

Tendo essa discussão como contexto, o documentário da BBC  “O Século do Ego” (The Century of the Self, 2002) trás preciosas informações históricas sobre as origens desse verdadeira tendência de endocolonização dos indivíduos pela Ciência, Publicidade e Marketing. A série é dividida em quatro episódios: episódio 1: “Máquinas da Felicidade”; episódio 2: “Engenharia do Consenso”; episódio 3: “Há um Policial Dentro da Sua Cabeça e Devemos Destruí-lo”; episódio 4: “Oito Pessoas Bebericando Vinho em Kettering”.

A série (240 minutos no total) inicia descrevendo como as ideias de Freud foram traduzidas nos EUA através de sua filha, Anna Freud, e pelo seu sobrinho, Edward Bernays (o inventor da profissão de Relações Públicas) como técnicas para controle das massas na era da democracia: a teoria do inconsciente trazida para o cerne do mundo da propaganda e do marketing. É a era da produção em massa e do conformismo em uma sociedade de consumo cujo leque de opções para o mercado era limitado.


O terceiro episódio é o mais importante por abordar o ponto de viragem decisivo dentro da engenharia do controle social nos anos 60 e 70: o momento em que as ideias de Freud são acusadas de serem as responsáveis por governos e corporações manipularem os sentimentos das pessoas e transformá-las em consumidores ideais. Filósofos como Wilhelm Reich e Hebert Marcuse e ativistas estudantis começaram questionar o pressuposto da teoria do inconsciente de que havia um Eu irracional, oculto, que deveria ser controlado pelos indivíduos para o bem da sociedade. Os oponentes diziam que Freud estava errado sobre a natureza humana: o eu interior não precisaria ser reprimido e controlado, mas, ao contrário, deveria ser encorajado a se expressar. Em consequência, teríamos uma sociedade melhor fundamentada num novo ser humano.

O documentário demonstra que o resultado dessa revolução foi o oposto: um indivíduo vulnerável, isolado e acima de tudo ganancioso, mais aberto à manipulação pelo mundo dos negócios e governos.

Topografia da Mente: retirando as camadas

O que chama a atenção no terceiro episódio do “Século do Ego”, são os depoimentos dos primeiros psicoterapeutas norte-americanos dos anos 60 e 70 que inventaram técnicas para permitir aos indivíduos se libertarem dos controles da sociedade.  Eles relatam o conceito de retirada de camadas de formações mentais. Como fala o psicoterapeuta Werner Erhard, fundador do Curso de Treinamento Erhard nos anos 70: “ Se você retirar todas as camadas você acaba descobrindo um núcleo, uma coisa naturalmente autoexpressiva . Isso seria o verdadeiro Eu”.

Mais tarde essa mesma técnica é aplicada nas pesquisas de marketing da Universidade de Stanford nos anos 80 sobre Valores e Estilos de Vida (VALS) com métodos de perguntas sucessivas onde camadas de defesas, pensamento e crenças são retiradas para se chegar o núcleo do verdadeiro desejo do consumidor a ser agregado ao produto.

Freud pretendia entender a dinâmica psíquica através da interpretação dos sonhos. E essa interpretação somente poderia ser simbólica (condensações e deslocamentos da linguagem onírica) como forma de entender o porquê das dinâmicas do psiquismo. Em outras palavras, entender a essência última que permitiria explicar a conexão entre a alma e o corpo.

Ao contrário, a preocupação cartográfica e topográfica já presente nas primeiras abordagens dos psicoterapeutas demonstra uma abordagem não mais metafísica como em Freud, mas agora funcional para fins de manipulação direta: nada de descobrir simbolismos ocultos, mas, agora, mapear funções e camadas.

O documentário vai fundo nessa irônica jornada de busca de autoconhecimento: quanto mais os psicoterapeutas empreendiam técnicas de mapeamento profundo da vida mental, mais as camadas de defesa do ego eram retiradas, tornando-o vulnerável as instâncias de controle sociais e políticas. Chamaram isso de “autoexpressividade”.

A Emergência do Sujeito Fractal

Outro ponto importante desse episódio é a narração dos primórdios do desenvolvimento das técnicas de VALS (Valores e Estilo de Vida) pela Universidade de Stanford, Califórnia, no início dos anos 80. As corporações procuravam entender esse novo consumidor não mais conformista, mas que buscava a “autoexpressividade” e a liberdade de transformar-se em novas personas. Pela primeira vez, os pesquisadores começaram a formular questões que não mais envolviam prospecção de dados sobre nível de renda, faixa etária ou nível de escolaridade, mas perguntas profundas sobre como as pessoas se sentem, hábitos e escolhas.
As redes sociais potencializam o impulso
confessionaldo sujeito fractal: a necessidade de
expor seus sentimentos,motivações e temores

O retorno dos questionários pelo correio foi surpreendente (86%). As pessoas simplesmente adoraram preencher os questionários e muitos foram devolvidos com bilhetes do tipo “vocês têm outros questionários que eu possa preencher?”


Dessa maneira, o documentário apresenta o momento em que surge esse verdadeiro impulso confessional que mobiliza as pessoas na atualidade. 

A cultura crescente do autoconhecimento e autoexpressividade dos anos 70 resultou num impulso narcísico em expressar publicamente seus desejos mais íntimos, pensamentos, incertezas e motivações. Um impulso confessional potencializado na atualidade pelo ciberespaço por meio de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter.

Autores como Richard Sennet chamam esse fenômeno de “ascetismo mundano” derivado da ética protestante tal qual descrita por Weber. Enquanto na ética cristã o ascetismo de um monge é um impulso voltado para o interior (“um monge que se flagela a si mesmo diante de Deus, na privacidade da sua cela, não pensa na sua aparência diante dos outros” – SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 406.), ao contrário, na ética protestante há um componente mundano no ascetismo pela necessidade de demonstrar não somente a Deus mas aos outros a sua renúncia e sacrifício, provando a todos ser um merecedor das graças divinas. Isso se insere na cultura narcísica atual como um impulso confessional como uma performance do eu interior diante dos outros:
“Ou seja, o narcisismo é o princípio psicológico para a forma de comunicação que chamamos de representação da emoção para outrem, ao invés de uma apresentação corporificada da emoção. O narcisismo cria a ilusão de que uma vez que se tenha sentimento ele precisa ser manifestado – poque no final das contas, o ‘interior’ é uma realidade absoluta” (SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 408.)
Podemos definir esse indivíduo compulsivo em representar sua intimidade para os outros como um “sujeito fractal”. Tal qual o fracta da geometria (objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original), é um sujeito que se torna um nódulo que apenas ratifica o que lhe é externo. A aparência narcísica de um ego grandioso encobre um esvaziamento da própria subjetividade que, sitiado, adapta-se e reproduz mimeticamente o entorno para sobreviver. É o sujeito fractal, como um fragmento que reproduz dentro de si, infinitamente, o padrão do todo.

Vulnerável e sem defesas, reproduz ideias e sentimentos como fossem originais e verdadeiros, mas não passam de reprodução repetitiva de padrões.

O Círculo vicioso produção/mal estar/consumo

Outro ponto importante focado neste terceiro episódio do “Século do Ego” foram as profundas transformações ocorridas na organização do trabalho e da produção industrial com a descoberta dos sujeitos “autoexpressivos” pelas pesquisas da Universidade de Stanford. A descoberta de um “ego infinito” que quer experimentar diversas identidades e estilos de vida obrigava a produção de um vasto leque de produtos costumizados, voltados a uma segmentação de mercado cada vez mais crescente. Isso confrontava as velhas restrições da produção em massa que disponibilizava pouca variedade de produtos para indivíduos conformados.

Como desafiar uma estrutura industrial que se acostumara a gerar lucros à base da padronização e repetição? A solução estava nos computadores que permitiram aos fabricantes produzir economicamente pequenos lotes de bens de consumo até chegar às formas on demand atuais.

A produção flexível conduz a precarização do
trabalho e a produção da instabilidade, insegurança e medo
As consequências foram mudanças radicais das plantas de fábricas, das organizações de trabalho e das relações trabalhistas. Diante da necessidade de produtos e serviços que atendam a infinitas formas de desejos e identidades, a produção flexível e a flexibilidade das relações trabalhistas impõem-se: organogramas com funções novas e outras que desaparecem da noite para o dia, contratos temporários, estagiários, autônomos, terceirização, fragilização sindical e do espírito de classe profissional, precarização do trabalho etc.

O clima organizacional resultante é de instabilidade, insegurança e medo. Se no passado, na tradicional produção em massa, a loucura do trabalho se manifestava em neuroses e alienação (devido ao trabalho repetitivo e monótono), agora na produção flexível impera a paranóia, psicose, esquizofrenia e depressão. Principalmente porque com a fragmentação profissional, o indivíduo introjeta a culpa, considerando-se um “perdedor”, “incompetente” ou “não focado ao sucesso”.
O narcisismo e a autoexpressividade confessional são as formações reativas diante desse mal estar do cotidiano de trabalho. A necessidade em confessar-se para outros em redes sociais  demonstra esta busca por grupos de apoio, formação de comunidades de autoajuda que, ironicamente, produzem um efeito contrário: a repetição fractal de padrões e clichês quando se achava estar expressando uma “verdade” interior.

Quanto mais os relatos de fragmentos emocionais e de mal estares se disponibilizam nas redes, mais se transformam em dados brutos para o desenho de verdadeiras cartografias mentais realizadas pelos analistas de redes sociais das grandes corporações. E mais essas cartografias serão as bases para o lançamento de novos produtos, identidades e estilos de vida cujos consumidores acreditam serem formas de autoexpressividade que dê algum significado a uma vida insegura e imprevisível.  E dessa forma fecha-se o círculo perverso produção/mal estar/consumo.

Portanto, o título desse documentário “O Século do Ego” é irônico:  na verdade os espectadores veem a história do assalto ideológico ao ego. Sob a promessa de liberação do indivíduo das restrições sociais por psicoterapeutas e filósofos, vemos as corporações encorajarem as pessoas a se sentirem pessoas especiais ao oferecê-las maneiras de expressar essa individualidade. Mais o marketing e publicidade encorajam as pessoas, mais o ego torna-se fractal: fragmentos de padrões idênticos ao todo.

Ficha Técnica
  • Título: O Século do Eu (The Century of the Self)
  • Direção: Adam Curtis
  • Elenco (entrevistados): Werner Erhard, Martin Bergman, Robert Reich, Hebert Marcuse, Tony Blair, Bill Clinton entre outros
  • Produção: BBC, RDF Media
  • Distribuição: Independent Feature Project
  • Ano: 2002
  • País: Reino Unido
Fonte:http://cinegnose.blogspot.com.br/2011/03/documentario-o-seculo-do-ego.html

Human Fractals - fragmentação humana e manipulação dos desejos inconscientes


"Aclamada série de Adam Curtis que examina a ascensão do auto-consumo tendo como pano de fundo a dinastia Freud. Para muitos políticos e empresários, o triunfo do EU é a expressão máxima da democracia, onde o poder finalmente se mudou para o povo. Certamente as pessoas podem sentir que estão no comando, mas estarão realmente? O século do EU conta a história não contada e às vezes controversa do crescimento da sociedade de consumo de massa na Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Como foi o auto-consumo criado, por quem, e com que interesses? A dinastia Freud está no coração desta história social. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, o seu sobrinho Edward Bernays, que inventou as relações públicas, Anna Freud, filha devotada de Sigmund e atual PR guru e o neto de Sigmund, Matthew Freud.
A Obra de Sigmund Freud sobre o tenebroso mundo do subconsciente mudou o mundo. Com a introdução de uma técnica para sondar a mente inconsciente, Freud forneceu ferramentas úteis para entender os desejos secretos das massas. Inconscientemente, a sua obra serviu como precursora para um mundo cheio de doutores políticos, magnatas, marketing e a crença da sociedade de que a busca de satisfação e felicidade é o objetivo último do homem."



HUMAN FRACTALS
Segmentação humana - o ide e o ego disponíveis na prateleira de um super mercado.

Powerplant_fields

Seres humanos fragmentados, segmentados e controlados para mover o sistema - a Matrix é real?

Sociedade consumista e falsa democracia baseada na manipulação dos desejos inconscientes - o que é a Matriz?

A morte do ego - ou o lado da luz - na noite escura da alma.LEIA COMO SE LIBERTAR NO FINAL DO ARTIGO



Retorne aqui em breve para ler nova crítica semiótica após rever toda a série da BBC



O documentário da BBC "The Century of the Self" (2002)

descreve a irônica jornada de como a revolução de psicoterapeutas e filósofos nos anos 60 e 70 contra as ideias de Freud sobre o inconsciente (acusadas de terem se tornado instrumentos do mundo do Marketing, Publicidade e Propaganda Política para fins de manipulação) resultou no oposto: o surgimento do sujeito fractal, vulnerável, isolado e, acima de tudo, ganancioso.

A partir da confluência das neurociências, ciências cognitivas, cibernética e Inteligência Artificial, procura fazer um mapeamento do funcionamento do cérebro para desvendar o enigma da mente e da consciência. Em termos práticos, criar modelos simulados do cérebro para sua virtualização, monitoramento e controle para fins mercadológicos e políticos.

Partindo da constatação que o cinema hollywoodiano reflete a agenda tecno científica das últimas décadas, em nossos estudos sobre os filmes gnósticos na produção cinematográfica norte-americana recente percebemos uma tendência introspectiva dos protagonistas: narrativas em que se descreve como o protagonista torna-se prisioneiro do seu próprio mundo mental (memórias, traumas, sonhos, projeções, etc.) e como ele realiza um mapeamento desse território onírico para encontrar o caminho de saída de conspirações e tramas.

De filmes como “Vanilla Sky” (talvez o primeiro nessa linha) até o recente “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, vemos estórias com geografias alegóricas de mundos mentais, cartografias da mente coletiva (como a série “O Prisioneiro”, 2009) e elaboradas topografias da mente por meio de sonhos dentro de sonhos ("A Origem", 2010).
Tendo essa discussão como contexto, o documentário da BBC  “O Século do Ego” (The Century of the Self, 2002) trás preciosas informações históricas sobre as origens desse verdadeira tendência de endocolonização dos indivíduos pela Ciência, Publicidade e Marketing. A série é dividida em quatro episódios: episódio 1: “Máquinas da Felicidade”; episódio 2: “Engenharia do Consenso”; episódio 3: “Há um Policial Dentro da Sua Cabeça e Devemos Destruí-lo”; episódio 4: “Oito Pessoas Bebericando Vinho em Kettering”.
A série (240 minutos no total) inicia descrevendo como as ideias de Freud foram traduzidas nos EUA através de sua filha, Anna Freud, e pelo seu sobrinho, Edward Bernays (o inventor da profissão de Relações Públicas) como técnicas para controle das massas na era da democracia: a teoria do inconsciente trazida para o cerne do mundo da propaganda e do marketing. É a era da produção em massa e do conformismo em uma sociedade de consumo cujo leque de opções para o mercado era limitado.

"Oito Pessoas Degustando Vinho"
(Eight People Sipping Wine in Kettering)


O terceiro episódio é o mais importante por abordar o ponto de viragem decisivo dentro da engenharia do controle social nos anos 60 e 70: o momento em que as ideias de Freud são acusadas de serem as responsáveis por governos e corporações manipularem os sentimentos das pessoas e transforma-las em consumidores ideais. Filósofos como Wilhelm Reich e Hebert Marcuse e ativistas estudantis começaram questionar o pressuposto da teoria do inconsciente de que havia um Eu irracional, oculto, que deveria ser controlado pelos indivíduos para o bem da sociedade. Os oponentes diziam que Freud estava errado sobre a natureza humana: o eu interior não precisaria ser reprimido e controlado, mas, ao contrário, deveria ser encorajado a se expressar. Em consequência, teríamos uma sociedade melhor fundamentada num novo ser humano.
fractal


O documentário demonstra que o resultado dessa revolução foi o oposto: um indivíduo vulnerável, isolado e acima de tudo ganancioso, mais aberto à manipulação pelo mundo dos negócios e governos. Podemos definir esse indivíduo compulsivo em representar sua intimidade para os outros como um “sujeito fractal”. Tal qual o fractal* da geometria é um sujeito que se torna um nódulo que apenas ratifica o que lhe é externo. A aparência narcísica de um ego grandioso que encobre um esvaziamento da própria subjetividade que, sitiado, adapta-se e reproduz mimeticamente o entorno para sobreviver. É o sujeito fractal, como um fragmento que reproduz dentro de si, infinitamente, o padrão do todo. Vulnerável e sem defesas, reproduz ideias e sentimentos como fossem originais e verdadeiros, mas não passam de reprodução repetitiva de padrões.



*Objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original.

Documentário - O Século do Ego (The Century of The Self)

Sociedade consumista e falsa democracia baseada na manipulação dos desejos inconscientes.


1: “Máquinas da Felicidade”;
Título original: Happiness Machines

episódio
Parte 1 - O documentarista Adam Curtis e BBC contam como as idéias do pai da psicanálise - Sigmund Freud - foram aplicadas pelo seu sobrinho Edward Bernays e bisneto Matthew Freud para ajudar as corporações e políticos na manipulação dos desejos inconscientes das pessoas.



2: “Engenharia do Consentimento”;
Título original: The Engineering of Consent.

Episódio
Parte 2 - Documentário da BBC sobre como aqueles no poder usaram as teorias freudianas para controlar multidões perigosas numa era da democracia de massas.Esse episódio fala como a filha de Freud, Anna Freud, divulgou a psicanálise nos EUA e no mundo.

3: "Existe um policial em nossas cabeças e ele deve ser destruído"

Título original: There is a Policeman Inside All Our Head: He Must Be Destroyed 

Episódio
Parte 3 - Na década de 1960, um grupo radical de psicoterapeutas desafiou a influência das ideias freudianas na América. Eles foram inspirados pelas idéias de Wilhelm Reich, discípulo de Freud, que se voltou contra ele e foi odiado pela família Freud. Ele acreditava que o eu interior não precisa ser reprimido e controlado mas sim encorajado a se expressar. Daí nasceu um movimento político que procurou criar novos seres, livres da conformidade psicológica que havia sido implantado na mente das pessoas por parte das empresas e da política.
Este programa mostra como isso se desenvolveu rapidamente nos Estados Unidos através da movimentos de auto-ajuda como o Seminário Werber Erhard de Treinamento - até a irresistível ascensão da auto-expressiva: Geração do eu.
Mas as corporações norte-americanas logo perceberam que este novo eu não era uma ameaça, mas a sua maior oportunidade. Era de seu interesse incentivar as pessoas a sentir que eram indivíduos únicos e, em seguida, vender-lhes maneiras de expressar as suas individualidades. Para isso, voltaram-se para técnicas desenvolvidas pelos psicanalistas freudianos para ler os desejos interiores do novo eu.



4: “Oito Pessoas Bebericando Vinho em Kettering”
Título original: Eight People Sipping Wine in Kettering

Episódio
Parte 4 - O documentarista Adam Curtis e BBC contam como as ideias do pai da psicanálise - Sigmund Freud - foram aplicadas pelo seu sobrinho Edward Bernays e bisneto Matthew Freud para ajudar as CORPORAÇÕES E POLÍTICOS na manipulação dos desejos inconscientes das pessoas. Nos 240 minutos de entrevistas e explicações, o documentário mostra coisas como:

  • - Surgimento da psicanálise e a mudança de visão do ser humano;
  • - Adaptação da psicologia freudiana e a criação da profissão de Relações Públicas pelo seu sobrinho Edward Bernays;
  • - Dissociação dos bens de consumo da sua função e associação com as aspirações inconscientes das pessoas - como o cigarro com Liberdade para as mulheres, ou carro com a virilidade masculina;
  • - Influência de Anna Freud - filha do Freud - na divulgação da psicanálise nos EUA;
  • - Utilização da psicologia para adaptação das pessoas aos padrões sociais estabelecidos e torná-las cidadãos e consumidores passivos; 

  • - Experiências pela CIA para tentar mudar a memória das pessoas e alterar sua personalidade; 
  • - Esgotamento da estratégia de CONFORMAÇÃO e manifestações de individualismo e expressividade;
  • - A POLÍTICA e o MARKETING utilizando as idéias de Wilhelm Reich para se adaptarem a essa necessidade de expressão individual;
  • - Apropriação da Hierarquia das Necessidades de Abraham Maslow para categorizar e atender os desejos das pessoas "auto-guiadas";
  • - Há uma excelente entrevista com o psicanalista e filósofo Herbert Marcuse.

 


ASSISTIR AQUI
Ficha Técnica
Título: O Século do Eu (The Century of the Self)

Ano: 2002, 240 min.
Direção: Adam Curtis
Elenco (entrevistados): Werner Erhard, Martin Bergman, Robert Reich, Hebert Marcuse, Tony Blair, Bill Clinton entre outros
Produção: BBC, RDF Media
Distribuição: Independent Feature Project
País origem : Reino Unido


Topografia da Mente: retirando as camadasmatrix-pod

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira
O que chama a atenção no terceiro episódio do “Século do Ego”, são os depoimentos dos primeiros psicoterapeutas norte-americanos dos anos 60 e 70 que inventaram técnicas para permitir aos indivíduos se libertarem dos controles da sociedade.  Eles relatam o conceito de retirada de camadas de formações mentais. Como fala o psicoterapeuta Werner Erhard, fundador do Curso de Treinamento Erhard nos anos 70: “ Se você retirar todas as camadas você acaba descobrindo um núcleo, uma coisa naturalmente auto expressiva . Isso seria o verdadeiro Eu”.

Mais tarde essa mesma técnica é aplicada nas pesquisas de marketing da Universidade de Stanford nos anos 80 sobre Valores e Estilos de Vida (VALS) com métodos de perguntas sucessivas onde camadas de defesas, pensamento e crenças são retiradas para se chegar o núcleo do verdadeiro desejo do consumidor a ser agregado ao produto.
Freud pretendia entender a dinâmica psíquica através da interpretação dos sonhos. E essa interpretação somente poderia ser simbólica (condensações e deslocamentos da linguagem onírica) como forma de entender o porquê das dinâmicas do psiquismo. Em outras palavras, entender a essência última que permitiria explicar a conexão entre a alma e o corpo.
Ao contrário, a preocupação cartográfica e topográfica já presente nas primeiras abordagens dos psicoterapeutas demonstra uma abordagem não mais metafísica como em Freud, mas agora funcional para fins de manipulação direta: nada de descobrir simbolismos ocultos, mas, agora, mapear funções e camadas.
 O documentário vai fundo nessa irônica jornada de busca de autoconhecimento: quanto mais os psicoterapeutas empreendiam técnicas de mapeamento profundo da vida mental, mais as camadas de defesa do ego eram retiradas, tornando-o vulnerável as instâncias de controle sociais e políticas. Chamaram isso de “auto expressividade”.

A Emergência do Sujeito Fractal

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Outro ponto importante desse episódio é a narração dos primórdios do desenvolvimento das técnicas de VALS (Valores e Estilo de Vida) pela Universidade de Stanford, Califórnia, no início dos anos 80. As corporações procuravam entender esse novo consumidor não mais conformista, mas que buscava a “auto expressividade” e a liberdade de transformar-se em novas personas. Pela primeira vez, os pesquisadores começaram a formular questões que não mais envolviam prospecção de dados sobre nível de renda, faixa etária ou nível de escolaridade, mas perguntas profundas sobre como as pessoas se sentem, hábitos e escolhas.
 As redes sociais potencializam o impulso confeccionado do sujeito fractal: a necessidade de expor seus sentimentos,motivações e temores.
 O retorno dos questionários pelo correio foi surpreendente (86%). 
 As pessoas simplesmente adoraram preencher os questionários e muitos foram devolvidos com bilhetes do tipo “vocês têm outros questionários que eu possa preencher?” 
 Dessa maneira, o documentário apresenta o momento em que surge esse verdadeiro impulso confessional que mobiliza as pessoas na atualidade.
A cultura crescente do autoconhecimento e auto expressividade dos anos 70 resultou num impulso narcísico em expressar publicamente seus desejos mais íntimos, pensamentos, incertezas e motivações. Um impulso confessional potencializado na atualidade pelo ciberespaço por meio de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter.

Autores como Richard Sennet chamam esse fenômeno de “ascetismo mundano” derivado da ética protestante tal qual descrita por Weber. Enquanto na ética cristã o ascetismo de um monge é um impulso voltado para o interior (“um monge que se flagela a si mesmo diante de Deus, na privacidade da sua cela, não pensa na sua aparência diante dos outros” – SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 406.), ao contrário, na ética protestante há um componente mundano no ascetismo pela necessidade de demonstrar não somente a Deus mas aos outros a sua renúncia e sacrifício, provando a todos ser um merecedor das graças divinas. Isso se insere na cultura narcísica atual como um impulso confessional como uma performance do eu interior diante dos outros:
 
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“Ou seja, o narcisismo é o princípio psicológico para a forma de comunicação que chamamos de representação da emoção para outrem, ao invés de uma apresentação corporificada da emoção. O narcisismo cria a ilusão de que uma vez que se tenha sentimento ele precisa ser manifestado – porque no final das contas, o ‘interior’ é uma realidade absoluta” (SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 408.)”.


"Existe um policial em nossas cabeças e ele deve ser destruído"
(There is a Policeman Inside All Our Head: He Must Be Destroyed) 


Podemos definir esse indivíduo compulsivo em representar sua intimidade para os outros como um “sujeito fractal”. Tal qual o fractal da geometria (objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original), é um sujeito que se torna um nódulo que apenas ratifica o que lhe é externo. A aparência narcísica de um ego grandioso encobre um esvaziamento da própria subjetividade que, sitiado, adapta-se e reproduz mimeticamente o entorno para sobreviver. É o sujeito fractal, como um fragmento que reproduz dentro de si, infinitamente, o padrão do todo.
 Vulnerável e sem defesas, reproduz ideias e sentimentos como fossem originais e verdadeiros, mas não passam de reprodução repetitiva de padrões.

O Círculo vicioso produção/mal estar/consumo

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Outro ponto importante focado neste terceiro episódio do “Século do Ego” foram as profundas transformações ocorridas na organização do trabalho e da produção industrial com a descoberta dos sujeitos “autoexpressivos” pelas pesquisas da Universidade de Stanford. A descoberta de um “ego infinito” que quer experimentar diversas identidades e estilos de vida obrigava a produção de um vasto leque de produtos costumizados, voltados a uma segmentação de mercado cada vez mais crescente. Isso confrontava as velhas restrições da produção em massa que disponibilizava pouca variedade de produtos para indivíduos conformados.
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Como desafiar uma estrutura industrial que se acostumara a gerar lucros à base da padronização e repetição? A solução estava nos computadores que permitiram aos fabricantes produzir economicamente pequenos lotes de bens de consumo até chegar às formas on demand atuais. A produção flexível conduz a precarização do trabalho e a produção da instabilidade, insegurança e medo. 

"A Engenharia do Consentimento"
(The Engineering of Consent)



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As consequências foram mudanças radicais das plantas de fábricas,

das organizações de trabalho e das relações trabalhistas.

"Máquinas da Felicidade"
(Happiness Machines)

Legenda: A produção flexível conduz a precarização do trabalho e a produção da instabilidade, insegurança e medo.
Diante da necessidade de produtos e serviços que atendam a infinitas formas de desejos e identidades, a produção flexível e a flexibilidade das relações trabalhistas impõem-se: organogramas com funções novas e outras que desaparecem da noite para o dia, contratos temporários, estagiários, autônomos, terceirização, fragilização sindical e do espírito de classe profissional, precarização do trabalho etc.

O clima organizacional resultante é de instabilidade, insegurança e medo. Se no passado, na tradicional produção em massa, a loucura do trabalho se manifestava em neuroses e alienação (devido ao trabalho repetitivo e monótono), agora na produção flexível impera a paranoia, psicose, esquizofrenia e depressão. Principalmente porque com a fragmentação profissional, o indivíduo faz a introjecção da culpa, considerando-se um “perdedor”, “incompetente” ou “não focado ao sucesso”.

O narcisismo e a auto expressividade confessional são as formações reativas diante desse mal estar do cotidiano de trabalho. A necessidade em confessar-se para outros em redes sociais  demonstra esta busca por grupos de apoio, formação de comunidades de autoajuda que, ironicamente, produzem um efeito contrário: a repetição fractal de padrões e clichês quando se achava estar expressando uma “verdade” interior.

Quanto mais os relatos de fragmentos emocionais e de mal estares se disponibilizam nas redes, mais se transformam em dados brutos para o desenho de verdadeiras cartografias mentais realizadas pelos analistas de redes sociais das grandes corporações. E mais essas cartografias serão as bases para o lançamento de novos produtos, identidades e estilos de vida cujos consumidores acreditam serem formas de autoexpressividade que dê algum significado a uma vida insegura e imprevisível.  E dessa forma fecha-se o círculo perverso produção/mal estar/consumo.
Portanto, o título desse documentário “O Século do Ego” é irônico:  na verdade os espectadores veem a história do assalto ideológico ao ego. Sob a promessa de liberação do indivíduo das restrições sociais por psicoterapeutas e filósofos, vemos as corporações encorajarem as pessoas a se sentirem pessoas especiais ao oferecê-las maneiras de expressar essa individualidade. O marketing e a publicidade encorajam as pessoas nesse propósito mas o ego torna-se fractal: fragmentos de padrões idênticos ao todo.

 



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Legendas: padronização dos subúrbios americanos, verdadeiras fábricas de consumidores em troca de horas de trabalho para atender a desejos e sonhos criados pela indústria do consumo. Subdivisões dos mesmos estilos de vidas com técnicas aplicadas em neurociência para reter os medos e produzir felicidade a partir de realidades controláveis pela economia de mercado, direito a propriedade e liberdade econômica (livre iniciativa). Manipulação, obediência e controle às elites corporativas e políticas globais.

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fontes:
Assista on-line
https://vimeo.com/album/2645505
Baixe a série completa
http://mcaf.ee/pidt3
Sinopse e crítica do documentário
http://cinegnose.blogspot.com.br/2011/03/documentario-o-seculo-do-ego.html



About the music:

The song is a commentary on societal pressure to adopt a certain lifestyle: the "cool" youth culture or a comfortable, mundane suburban existence in a housing subdivision. Anyone who does not conform to these expectations is regarded as an outcast.

Na linha do raciocínio do SER FRACTAL em tempos de SUPER SELF, entrando na fila desde sempre, agora você verá cair as fichas e as peças se encaixando na sua cabeça.

 

Clube da luta
assista o filme completo

 
"A televisão foi a nossa babá. Ela nos fez pensar que um dia seríamos milionários, astros do cinema, estrelas do rock, mas nós não somos, aos poucos vamos nos dando conta disso, e nós estamos muito revoltados.

A televisão é a arma do consumismo, ela nos faz querer possuir coisas.

Temos empregos que odiamos, para comprar porcarias que não precisamos, e agradar pessoas que nós não gostamos.

Seja isso.

Compre isso.

Você não precisa entender, apenas faça.

Ande na moda, compre roupas caras que vão durar pouco tempo, compre celulares, televisões, carros.

Você não precisa dessas coisas pra viver, mas não precisa saber disso, então continue comprando. Mantenha o capitalismo funcionando, faça isso cegamente.

Passe sua vida trabalhando para poder possuir coisas.

Continue sendo usado por eles.

Como os macacos mandados ao espaço, você faz somente o que te disseram pra fazer, te ensinaram a apertar alguns botões, então você o faz. Você não entende nada do que está acontecendo, e depois você morre.

E a sua morte não fará diferença, pois existem muitos igual a você. Pessoas dispostas a passar toda a sua vida sendo apenas idiota úteis.

Quando olhar pra uma empresa,pense nos funcionários como simples tijolos, que constituem uma parede onde os pobres trabalham para que os ricos fiquem mais ricos. E cada tijolo pode ser facilmente substituído. Assim como você. Porque você não é especial, você não vai mudar o mundo, somos todos feitos da mesma matéria orgânica em decomposição.

Então pense sobre isso.

Você não é seu emprego, não é o quanto tem na carteira, você não é as roupas que veste, não é o seu carro, você é apenas uma merda ambulante que faz de tudo pra chamar atenção.

Pare de tentar satisfazer suas necessidades através da compra excessiva. Logo você será apenas uma estatística, vai deixar de ser humano.

Esta é a sua vida, e ela está acabando a cada minuto."

Clube da luta honesto - resumindo a má conduta, o caos moral
e passando o sabão na ética

 

Clube da luta para crianças

   


Clube da luta para os letrados, descolados e afins 

O Fim do Clube da luta:

A morte do ego - ou o lado da luz - na noite escura da alma



Distorção ótica

O Lado da Luz na Noite Escura da Alma

Autor Kim Hutchinson

O fenômeno conhecido como a noite escura da alma é algo que muitos buscadores espirituais vivenciam em sua jornada para alcançar a iluminação, pode ser um processo doloroso e assustador, mas também pode ser libertador e emancipador, tudo depende de sua perspectiva e sua capacidade de se manter distante.

Descascando a Cebola

A palavra “noite” é enganosa, este é um processo longo e felizmente é assim, eu duvido que você desejasse experimentar o processo de purificação de uma vez só, minha jornada de noite escura começou em 1994 e culminou no ano de (2013), embora isso possa parecer uma enorme quantidade de tempo, eu não passei pelo processo continuamente, graças a Deus, mas sim em etapas, o comprimento e a intensidade do processo é determinado pelo grau de purificação necessário, pense nisso como descascar uma cebola, cada camada que você tira para fora traz lágrimas aos seus olhos, você para por um tempo se recuperando e depois segue para a próxima camada, quando chegar ao núcleo você está no coração de sua angústia, isso é muitas vezes a parte mais difícil do processo é por isso que vem por último, você construiu a sua força e sua capacidade para enfrentar o(s) problema(s) do núcleo, o seu EU superior não vai deixar você acessar este núcleo até que esteja pronto, a boa notícia é que você já enfrentou o pior, nada do que você descobrir durante este processo vai ser tão ruim quanto a dor original que você experimentou, você foi forte o suficiente para enfrentá-la uma vez, assim você é mais do que capaz de liberá-la agora e quando estiver purificada, ela terá se ido para sempre.

A Morte do Ego

Essencialmente a noite escura da alma é a morte do (maligno) ego, eu digo “maligno” mas o ego não é inerentemente mau ou tem necessidade de ser extinto, o ego fornece a alma a ilusão da separação para que possamos explorar as criações que diferem do campo unificado do amor no qual nos originamos, porém o ego em sua forma atual é muito dominante, vivemos em uma era egocêntrica, o culto do ego é comemorado através de nossa adoração a celebridades, fama, fortuna, beleza superficial e poder, o comportamento narcisista muitas vezes é recompensado neste clima dirigido pelo ego, o mundo externo é resultado da projeção da malignidade de nosso estado coletivo do ego, ele não têm a amabilidade do processo de despertar e iluminação, ele vê o processo de despertar espiritual como uma ameaça à sua própria existência e em muitos aspectos, está certo, à medida que você começar a se lembrar mais de suas origens espirituais o fascínio do ego diminui, isso acaba quebrando o domínio do ego sobre você então ele começa a encolher de tamanho, do ponto de vista do ego isso equivale à morte, então ele não vai se render sem luta, a chave é não resistir ao ego, não resistir não é fácil, na verdade o seu ego vai fazer de tudo ao seu alcance para se apegar ao velho, mas seu EU superior sabe como agir melhor.

Crise Existencial

Conforme nós despertamos das sombras da nossa vida de sonhos na Terra para tomarmos conhecimento da natureza ilimitada, eterna da alma, a forma e o pensamento baseado em ilusões da nossa vida começam a se dissolver, o próprio fundamento da existência humana desmorona, levando a uma crise existencial de fé, os sintomas incluem:

Introspecção profunda e angústia

  • Questionamento do significado e do propósito da vida 
  • Sentir que a vida não tem sentido 
  • Isolamento, sentindo-se sozinho, separado dos outros 
  • Enfrentando a mortalidade 
  • Sentindo-se vazio, desprovido de alegria


Sua crise existencial pode separá-lo dos outros, a batalha que você está lutando é interna, é semelhante à depressão, exceto que é espiritual e não de natureza mental, o ego está lutando por sua vida, portanto, resiste ao processo de purificação, lembre-se, porém, que estes sintomas resultam da perspectiva do ego sobre a vida, a alma sabe que tudo tem um significado, prazer e beleza, depois de substituir o seu ego pela sua alma/EU superior, a vida se torna vibrante novamente.

A purificação Pelo Fogo

À medida que o domínio do seu ego é desmontado, o seu mundo externo refletirá esse processo interno, aquilo que não serve para o seu bem maior vai desabar, embora esta fase possa parecer destrutiva e dolorosa está na verdade ajudando-o a romper o domínio do ego sobre você, obrigando-o a entregar tudo o que você tem de mais caro, é como diz o velho ditado: “Cuidado com o homem que não tem nada a perder”, este homem é absolutamente destemido, quando você perde todos os seus valores do ego, ele libera o seu medo que se estilhaça, por favor, note que não estou defendendo que você tem que perder tudo, só estou explicando o que às vezes acontece durante o processo, por exemplo, se você tiver uma perda (pode ser divórcio, perda de emprego, falência) saiba que isso ajudou a quebrar o domínio do ego sobre você, quanto mais dramática a perda, mais rápido o processo de purificação, conforme você se esvazia do seu ego/medo, você cria mais espaço para abrigar o amor, a luz, a sabedoria, a beleza da sua alma e a alegria.

A Fênix Ressurge

Neste ponto as coisas podem parecer sombrias e sem esperança, mas para citar outra velha joia: “É sempre mais escuro antes do amanhecer”, eu comparo isso a afundar nas profundezas escuras, você sente como se nunca mais fosse ver a luz do dia novamente e que tudo está perdido, então de repente, seus pés tocam a terra e você é capaz de empurrar o fundo dando-lhe o impulso que o leva de volta para a luz, você está quase no fim desta curva de aprendizagem e quando você sair do outro lado da noite escura você vai redescobrir a alegria e a beleza do mundo, você é a Fênix que está sendo purificada pelo fogo, depois que você se livrar dos medos do ego você irá “renascer” ou se transformar em uma versão mais livre, mais feliz de vibração superior de você.

Soluções Para Salvar a Sanidade

Perspectiva Superior

 Compreenda que a escuridão, medo e ego são ilusões, você é uma criança de amor e luz, suas experiências atuais são simplesmente um sonho que a sua alma está tendo, ela quer entender melhor o amor e a luz, mas não pode fazê-lo sem um contraste, já que o ego não é real tente mudar sua natureza de um ditador narcisista para uma pequena criança assustada, então, quando ele agir, o amor o alimentará, em vez de combatê-lo ou ser controlado por ele.

Não Resistência
Não resista ao processo, quanto maior a resistência, mais os sintomas são dolorosos, lembre-se, o que você resiste, persiste, não dê nada para o seu ego empurrar, basta seguir o fluxo e lembre-se, o ego está lutando por sua vida, ao invés de tentar destruí-lo, ame-o e ensine-o a confiar em seu espírito para que ele se sinta seguro, o ego pode ser treinado novamente.

Não Retenha
Libere tudo o que não serve mais ao seu bem maior, não importa o quão assustador possa parecer, até que você deixe ir os velhos elementos baseados no ego nada de novo e espiritualmente edificante pode entrar em sua vida, pense nisso como limpar a casa, você está livrando seu corpo da escuridão e da densidade para dar lugar à leveza.

Guias Espirituais
Conte com a ajuda dos reinos espirituais, chame seus guias espirituais, família de alma, grupo de alma, entes queridos que já partiram, os anjos, os mestres ascensos, a Mãe Terra, o Pai Sol,
Criador/Deus/Deusa e com quem mais você ressoar, esteja aberto para receber ajuda de todas as formas.

Suporte dos Parentes
Encontre almas afins com quem você pode compartilhar suas experiências, você não está sozinho, há muitos outros que estão passando por isto atualmente ou que recentemente passaram pela noite escura da alma, peça a seus guias espirituais para ajudá-lo a encontrar essas pessoas, ou elas encontrarem você, então preste atenção às mensagens que recebe de forma intuitiva, se um estranho parar e falar com você, ele/ela pode ser sua alma gêmea.



 Você precisa de amor e cuidado agora, seja o seu próprio melhor amigo, fale suavemente e com amor a si mesmo, liberte-se de obrigações e compromissos que estão drenando você, defina limites saudáveis com os outros, trate-se com luvas de pelica, coma uma dieta saudável, beba muita água pura, durma quando você estiver cansado, pratique exercícios conscientes tais como yoga, Tai Chi e Qigong, medicina de energia também pode ajudar a aliviar a gravidade e duração dos sintomas, acima de tudo nunca se esqueça, você é um filho precioso do divino.

! -- Awakening Time -- !

ADVERTÊNCIA


Não siga a diante deste ponto se você não quiser entrar em conflito com suas crenças,
valores e éticas dogmáticas.


Aprisionados numa espécie de Quantum Mental, estaremos deixando essa realidade nos dominar?

Talvez tanta informação sirva para conhecer as regras do jogo para posteriormente derrubá-las.

Leia aqui sobre o que é a Matrix como transcender o ego (original em inglês).
 O acesso a ciência e a difusão do conhecimento via rede - conexão entre as pessoas - poderá um dia nos libertar da arquitetura hierarquizada nefasta que ainda prevalece, aprisionando corações e mentes na trilha, no rumo ou na linha das regras desse jogo sujo, mantendo inalteradas - desde tempos imemoriais - as baixas vibrações energéticas. Capturando nossas fontes de energia mentais, motoras e sensitivas, similarmente como o efeito neste experimento de super condutores aprisionados em um campo magnético induzido. Talvez seja a hora de apropriar-se de tamanho conhecimento proporcionado pela conectividade em nosso tempo para quebrar os elos enferrujados que ainda insistem em manter as pessoas em seus devidos lugares.
O autor deseja muito que seja este o momento ideal para evoluir e elevar a vibração neste mundo em transformação.
 Quantum Levitation Demonstration 
 Quantum superconductors locked in a magnetic field as demonstrated by Tel-Aviv University at The Maryland Science Center in Baltimore, MD - October, 2011.Video by The Association of Science-Technology Centers (ASTC). Nassim Haramein • The connected universe • The Resonance Project  • Quantum World: Awaken Your Mind • Quantum Physics • Quantum University. Posted byThe Resonance Project on Terça, 20 de outubro de 2015

 The solar system's relative motion through space
Many years ago, Nassim Haramein directed animators to create a simple animation to illustrate the approximate relative motions of the solar system as being heliocentric. Years later, as animation technology improved, more accurate and higher-definition animations have been created. Nassim Haramein • The connected universe • The Resonance Project - Traduction Française • The Resonance Project - Página Oficial Hispana • Jamie Janover • Cosmometry
Posted by The Resonance Project on Domingo, 18 de outubro de 2015

Ciência, Informação e Poder

Quais são as relações entre estes entes culturais com a manipulação dos desejos humanos?
Quando ficção e realidade se unem dentro da condição mental do indivíduo.

Quais as relações entre magia, arte e a cultura?

ADVERTÊNCIA

"Recentemente tenho lido das principais cabeças da física quântica que creem que a "informação é uma substância super estranha"; e que essa substância subjaz em todo universo...".

Aproveite a oportunidade e veja o
DOCUMENTÁRIO COMPLETO ALAN MOORE
(0:58 Citação substância super estranha)


Reino Espiritual

"...Que é mais fundamental do que a gravidade ou o eletro magnetismo,
ou as duas forças nucleares Assim, tendo a sugerir que todo nosso universo físico é o subproduto da informação primordial".


"No princípio havia o verbo"

A perturbadora criação de Serpieri - Druuna de 1985

ADVERTÊNCIA

Conteúdo inapropriado para crianças sem educação não formal, oníricas, imagens estimulantes e raciocínios críticos sobre racismo, etnicidade, gênero, sexualidade, movimentos religiosos e sociais e conflitos de classes.

Excertos a partir do documentário biográfico de Alan Moore,
famoso escritor do HQ Watchmen entre outros.




Categories: Documentary, Biography, Arts and Culture Alan Moore writer, artist and performer is the world's most critically acclaimed and widely admired creator of comic books and graphic novels. 
In THE MINDSCAPE OF ALAN MOORE we see a portrait of the artist as contemporary shaman, someone with the power to transform consciousness by means of manipulating language, symbols and images. The film leads the audience through Moore's world with the writer himself as guide, beginning with his childhood background, following the evolution of his career as he transformed the comics medium, through to his immersion in a magical worldview where science, spirituality and society are part of the same universe. 


Para quem se interessar mais sobre o mago dos quadrinhos, leia o recente artigo publicado no The Guardian sobre a cultura catastrófica dos super heróis em nossa era, tornando-se "uma distração perigosa", contribuindo para sua visão de que a informação em nossa sociedade está sendo pulverizada em ritmo colapsador iminente. Vale a pena ler a opinião dos leitores do jornal e dos seguidores de Moore.

Outra parte interessante do universo Mooriano é aquele em que se trata do universo sexual e a questão do gênero e - se você ficou curioso sobre essa moça chamada Druuna lá em cima - pode se deliciar com um artigo muito interessante sobre a Druuna aqui
Druuna é uma pobre moça bem dotada que perambula num futuro não muito distante, onde uma doença viral transformou os seres humanos em mutantes. O espírito de porco dos humanos reina, pervertidos e covardes, a morbidez acontece neste ambiente quando a protagonista precisa se prostituir para conseguir alguns antibióticos e salvar seu querido namorado. Interessado? Na especificidade do tema cientifico sobre sua atrativa abundancia, assista a um vídeo sobre a evolução da bunda. Sim! Nós somos potência e referência mundial no assunto, e nós a amamos! 



fontes:
http://www.wakingtimes.com/2014/09/27/light-side-dark-night-soul/
http://www.bodymindsoulspirit.com/what-is-the-ego-and-how-can-we-transcend-it/

http://www.wakingtimes.com/2015/10/08/what-is-matrix/
http://www.theguardian.com/books/2014/jan/21/superheroes-cultural-catastrophe-alan-moore-comics-watchmen
https://www.reddit.com/r/books/comments/3dtht2/
http://www.papodehomem.com.br/18-paolo-eleuteri-serpieri-e-porque-gostamos-tanto-de-bunda-mulheres-e-nanquim/

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